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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

TURISMO ECOLÓGICO


PARQUE NATURAL MUNICIPAL DO MENDANHA
 
CRIAÇÃOLei Municipal 1.958 de 05 de abril de 1993 (Parque Ecológico do Mendanha).
Decreto 22.662 de 19 de fevereiro de 2003 renomeado para Parque Natural Municipal do Mendanha, em atendimento a Lei 9985 /00 – Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC.


ÁREA TOTAL :1.444,86 hectares

ACESSO

O visitante tem acesso à área do Parque através da Estrada do Guandu do Sena, cujos extremos encontram a Avenida Brasil, respectivamente, na altura da entrada para o bairro de Bangu e na saída da localidade de Nossa Senhora das Graças, no bairro de Campo Grande.
A área do Parque pode ser percorrida a cavalo, a pé ou de bicicleta e, em alguns trechos, de automóvel ou de ônibus.


HORÁRIO:

De 8h às 17 h e no horário de verão até às 18 horas.
EQUIPAMENTOS:
Lazer: piscina, churrasqueiras, playground em eucalipto, torre de observação de aves, cachoeiras e trilhas ecológicas, pontes suspensas nas árvores;
Informação: centro de visitantes com biblioteca e sinalização ecológica;
Segurança: guardas municipais e segurança patrimonial;
Serviço: sanitários
Culturais: reservatório d”água da Fábrica Bangu, conhecido como “Caixinha”

NÚMERO DE USUÁRIOS:
1000 (mil) à 2000 (dois mil) por final de semana.
HISTÓRICO
As matas do Maciço do Mendanha começaram a sofrer pressões antrópicas ainda no século XVII, pois em 1603 as terras da região foram concedidas como sesmarias a Manoel Gomes e Diogo Montarois que nelas plantaram canaviais, abriram caminhos e construíram engenhos de açúcar.
Registros do século passado assinalam a presença de cafezais, um prédio assobradado, animais, escravos e engenhos pertencentes às fazendas Espírito Santo e Mata-Fome que, quando compradas pelo Conde Modesto Leal, em 1916, tinham os nomes de fazenda Dona Eugênia e São Felipe.
Verificou-se a utilização da madeira Tapinhoã na execução de elementos construtivos da sede da Fazenda Dona Eugênia, remetendo à provável existência dessa espécie na região. Trata-se de madeira duríssima, incorruptível e rara. Era utilizada em substituição ao carvalho europeu, no reparo das embarcações portuguesas que aqui chegavam danificadas pelas tormentas. Por sua importância, o corte da madeira era reservado à Coroa Portuguesa.
A cultura do café perdurou até fins do século XIX, quando o uso destes espaços, predominantemente agrícola, reorienta-se no sentido da rápida urbanização. A chegada a Bangu do Ramal Santa Cruz da Estrada de Ferro Central do Brasil, em 1890, e a implantação da fábrica da Companhia Progresso Industrial do Brasil, em 1893, são marcos do processo de estruturação urbana.
A Fábrica Bangu, como ficou conhecida, além de ampla disponibilidade de terras baratas para suas instalações, necessitava de um grande número de trabalhadores residindo próximo ao local de trabalho. Para isso, adquiriu três grandes fazendas, onde se estabeleceram as vilas de técnicos e operários da fábrica, que deram início ao surgimento do populoso bairro de Bangu.
A necessidade de captação d’água levou a fábrica a construir um reservatório na Serra do Mendanha, acompanhado de um aqueduto. Este reservatório ficou conhecido como “Caixinha” e se transformou em ponto de referência do Maciço para os habitantes da região. A “Caixinha” foi durante muito tempo utilizada como área de lazer para os dirigentes da Fábrica Bangu, pelas belezas naturais do local.
No início do século XX, Bangu já contava com 6.000 habitantes. Ao longo deste século, o parcelamento foi intensificado. A ligação com o Centro pela via ferroviária, somada à construção da antiga Estrada Rio-São Paulo, em 1930, e da Avenida Brasil (esta, em 1946) propiciou à região uma melhoria de acessibilidade que para lá atraiu uma população que não tinha condições de arcar com os custos da habitação em áreas mais próximas ao Centro.
Desta forma, a partir de meados do século XX intensificou-se a ocupação da Zona Oeste da cidade. Esta ocupação foi em parte impulsionada pelo Poder Público, principalmente através da construção de conjuntos habitacionais destinados aos moradores de favelas removidas da Zona Sul, e em parte pelos investidores imobiliários através da implantação de loteamentos clandestinos e irregulares, resultantes do fracionamento de glebas de antigas fazendas, que se tornaram a principal forma de produção de moradias nesta área da cidade. A implantação dos loteamentos teve como característica a precariedade no tocante à dotação de infra-estrutura, o baixo nível de renda dos ocupantes e um alto grau de degradação do meio ambiente a exemplo de outras áreas da cidade.
A urbanização torna-se, então, responsável pelo aumento da pressão antrópica sobre os já degradados ecossistemas locais que, desde os ciclos agrícolas do Brasil colonial, vinham sofrendo suas conseqüências negativas, apesar da existência de algumas medidas preservacionistas (em geral atentando para a escassez dos recursos hídricos na cidade), que repercutiram no Maciço do Mendanha e nas demais serras da região.
A criação do Parque Natural Municipal do Mendanha veio de encontro ao interesse da antiga proprietária dos terrenos, a Companhia Bangu de Desenvolvimento e Participações, que, há mais de 100 anos, possuía uma gleba de 6.500.000m2, conhecida como Floresta do Mendanha. Ao longo deste século, a Cia. Bangu impediu a ocupação em sua propriedade, possibilitando a preservação da maior reserva de mata primária da cidade.
Um outro fator que levou à adesão da Fábrica Bangu ao movimento pela criação do Parque foi sua situação financeira, marcada, no início da década de 90, por dívidas e hipotecas de seus pertences. Por este motivo, pretendia vender a sua propriedade à Prefeitura. Em 1995 iniciaram-se as negociações com o Município, por meio de operação triangular envolvendo também o Banco do Brasil, a quem a Fábrica havia hipotecado os terrenos. Segundo esta proposta, o Banco do Brasil havia se comprometido de receber, como forma de pagamento, a área do Parque e de vendê-la, pelo mesmo valor, ao Município do Rio de Janeiro, que pagaria na forma de créditos a serem abatidos dos valores de Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU, recolhidos nos anos seguintes.
Os proprietários da Fábrica Bangu abriram então seus portões, permitindo e incentivando a visita de políticos e líderes comunitários, promovendo caminhadas com grupos ecológicos e protetores do meio ambiente, convidando autoridades interessadas na criação do Parque, como forma de angariar apoio à sua criação.
Até meados do ano de 1997, a situação de aquisição da parte da Fábrica Bangu incluída na delimitação legal do Parque Ecológico do Mendanha, não havia sido resolvida. Em 2001 essa área foi adquirida pelo Município para implantação do Parque.


BIODIVERSIDADE
FAUNA:
Apesar da crescente pressão antrópica existente na região, a área florestada ainda abriga uma grande biodiversidade, típica das encostas da Mata Atlântica. Existem mamíferos, inúmeros anfíbios e répteis, mas são as aves que mais se destacam visivelmente, como é natural.
Pode-se citar na mastofauna os bandos de macaco-prego (Cebus apella nigrittus), a irara (Eira barbara), os tatus (Euphractus novemcinctus, Dasypus sexcinctus e Cabassous tatouay), o esquilo (Sciurus aestuans), a paca (Agouti paca), a cutia (Dasyprocta agouti), as cuícas (Marmosa spp), o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e o coelho-do-mato (Syvilagus brasiliensis), entre outros.
A avifauna é bem representativa, encontrando-se desde espécies de maior porte, como os gaviões (Leucopternis lacernulata, Rupornis magnirostris e Mivalgo chimachima) , a jacupemba (Penelope superciliaris), ameaçada de extinção, as corujas (Otus choliba, Pulsathrix koeniswaldiana), a saracura (Aramides saracura), até as de pequeno porte, como a maitaca (Pionus maximiliani), os periquitos , as tiribas (Brotogeris spp e Pyrrhura spp), os sanhaços (Thraupis spp), os gaturamos (Euphonia spp) e os beija-flores (Phaetornis spp, Amazilia spp), entre muitas outras.
Os répteis, embora de difícil observação, são representados pelos lagartos (Tupinambis teguixim, Ameiva ameiva) e pelas serpentes - algumas peçonhentas (Bothrops spp, Micrurus spp, Chironius spp, Spillotes spp, Liophis spp).
Os artrópodos, como em todo o tipo de ecossistema, são bem representados - seja em número ou em variedade. Na área do Parque existem aranhas (Lasiodora sp, Leucage sp, Nephila spp, Araneus spp, Staptocosa sp), escorpião (Tityus costatus), borboletas (Morpho spp, Papilio spp, Hamadryas spp, Heliconia spp) e um grande número de Coleópteros (Cerambycidae, Scarabaeidae, Curculionidae), Dípteros, Hemípteros e representantes de outras Ordens.
A anurofauna é muito “ouvida” à noite, principalmente após as chuvas, que deixam o ambiente mais propício para identificação dos animais. Têm-se sapos (Bufo spp, Oocormus microps, Proceratophys boiei), pererecas (Hyla spp, Phyllomedusa spp) e rãs (Leptodactylus spp, Elosia spp), entre outras espécies.

VEGETAÇÃO:
A cobertura vegetal do Parque Natural Municipal Mendanha, devido às suas características fitossociológicas, enquadra-se na Floresta Ombrófila Densa Submontana e Montana, segundo a classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Apesar de secundárias, as matas que compõem o Parque estão, na sua maior parte, em avançado estágio de regeneração.
Em meio às poucas trilhas e estradas existentes, como a que conduz às torres de rádio, é possível verificar a grande biodiversidade botânica. Existem os estratos herbáceo, arbustivo e arbóreo. Devido à boa oferta d’água, decorrente das chuvas estacionais e da presença de vários cursos d’água cristalinos - com algumas pequenas quedas (cachoeiras), e a preservação das matas, a flora do Parque é representada por muitas espécies raras e ameaçadas de extinção. Cabe citar como destaque os jequitibás, (Cairiana legalis e C. estrellensis - Lecythidaceae), a sapucaia (Lecythis pisonis - Lecythidaceae), a paineira (Chorisia speciosa - Bombacaceae), o palmiteiro (- Palmae), ameaçado de desaparecer devido à retirada do palmito, a maçaranduba Euterpe edulis(Manilkara subcericea - Sapotaceae), o cedro (Cedrella fissilis - Meliaceae), as canelas (Ocotea spp - Meliaceae), o pau-brasil (Caesalpinia echinata - Leguminosae), as quaresmeiras (Tibouchina spp - Melastomataceae), o jatobá (Hymenaea courbaril - Leguminosae) e o raríssimo tapinhõa (Mezilaurus navalium - Lauraceae), entre outras.
No estrato arbóreo verifica-se uma grande diversidade de epífitas, muitas apresentando folhas e floradas vistosas, podendo-se destacar as begônias (Begonia spp - Begoniaceae), as bromélias (Tillandsia usneoides, T. stricta, T. tenuifolia, Billbergia amoena, B. zebrina, Vriesea procera, Achmea nudicaulis, ... - Bromeliaceae); os cactos (Rhipsalis spp - Cactaceae) e as orquídeas (Laelia sp, Cattleya sp, Pleurothallis spp, ... - Orchidaceae), entre outras. Também há várias lianas (cipós), como o cipó-pente-de-macaco (Ptecoctemium echinatum).
No estrato herbáceo-arbustivo destacam-se ervas com folhas decorativas, tais como as Felicíneas (Polypodiaceae), crescendo nos matacões rochosos, na espessa serrapilheira e nas margens dos córregos. Verificam-se também as bananeiras-do-mato (Heliconia farinosa - ameaçada de extinção, H. episcopalis, H. fluminensis - Musaceae), a calatéia (Calathea lutea - Maranthaceae) e o asplênio (Asplenium sp - Felicinae), entre outras.





FONTE:
http://www.institutoiguacu.com.br/Parques/mendanha.htm

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